quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Retratos em chama



Eu busco a luz de uma infância perdida,

De um sonho falho,

De uma pequena chama escondida nessas paredes

Pra sempre sem vida

Marcadas de cinza e preto

Pela voz do tempo


Às vezes essa chama desperta para morrer com você

Então se dobra mais uma vez

Para o fundo de minha alma

Estraçalhada, torturada...

Tão doces devaneios fizeram-te perder

Em sua própria escuridão

E de vez em quando

Ela surge à sua porta distante

Trajada de preto

Mas ainda com o mesmo nome:

Esperança


Eu ainda quero o que sempre quis

Despertar e sair desse calabouço

Apenas uma vida...

As plantas do nosso jardim

Já estão secas

E esperando em planto está

A amarga realidade

Que foi a muito queimada

Com nossos retratos

Em uma noite esquecida.

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