quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Recomeço

Eu preferi partir ao deixar de ser eu mesmo
Eu preferi deixar que o vento levasse as folhas
E as fizesse viajar distante até que o tempo
Já não as encontrasse mais

Eu decidi ficar com os meus pensamentos
Alcançar vôos novos através das asas da
liberdade
E aprender com tudo aquilo que você me ensinou

Enquanto as estações passavam nosso amor florescia
E já no começo quem sabe não estava
Fadado ao fim?

As lagrimas gritando insistem em cair do
Meu rosto, eu guardo os sentimentos de um coração quebrado.
Que tão logo suma esta angustia, assim como tão rápido ela invadiu meu peito


Arthur Willians

(as vezes deixar partir é doloroso, mas necessário!)

Prosopopéia Celebral

Você se encontra nas trevas?
Você vislumbra o infinito?
Você tece teias imaginárias
Que te ligam a esta realidade?
O que você faz para sentir-se vivo?

Você vive dia após dia e não enxerga
Esta mão invisível que sai do seu
Peito...
Trazendo os seus ensejos, descaracterizando...
E por fim revelando o irreal

São moedas agregadas revelando um prazer involuntário
Mostrando um desejo passivo
Delatado por conquistas frágeis e esquisitas
É no final um mortal medo de ter-se
Como mortal

Em doce candura em inocência madura
É apenas a pedra da vida que rola as escadarias de mármore
Do universo.

Arthur Willians